A Pílula

O que é a contracepção de emergência?

A pílula de emergência ou contracepção de emergência, popularmente conhecida como “pílula do dia seguinte”, é caracterizada como um tipo específico de contraceptivo utilizado após a relação sexual sem proteção para se evitar a gravidez. Atualmente, no Brasil, existem dois tipos de pílulas para a contracepção de emergência: pílulas combinadas que contêm estrogênio e progesterona (método Yuzpe) e pílulas contendo somente progesterona – levonorgestrel, que é a forma mais difundida e utilizada de contracepção de emergência (TRUSSELL, 2012). 

O modelo mais aceito de pílula de emergência hormonal emprega exclusivamente o levonorgestrel na dose total de 1,5 mg. Nas apresentações comerciais com 1,5 mg de levonorgestrel por comprimido, administra-se um comprimido em dose única. Quando a apresentação é de 0,75 mg, a contracepção de emergência hormonal é feita com um comprimido a cada 12 horas ou, preferencialmente, com dois comprimidos juntos e em dose única. Há evidências, descritas na literatura científica, de que a dose única de levonorgestrel é igualmente segura e eficaz, com a vantagem de facilitar o uso. Em todos os casos, a pílula de emergência/levonorgestrel tem efeito anticonceptivo até cinco dias (120h) após a relação sexual desprotegida, não sendo limitado ao período de três dias, como é descrito em protocolos médicos mais antigos e não atualizados (DREZETT, 2010; BRASIL, 2011).

Segundo o Manual do Ministério da Saúde “ Perguntas e respostas sobre a Contracepção de Emergência para profissionais de saúde” (2011), este método não deve ser usado de forma planejada ou programada e nem substituir qualquer outro método anticonceptivo. De acordo com este documento, as indicações da pílula de emergência se restringem a situações especiais, como a relação sexual inesperada sem uso de anticonceptivo, falha ou uso inadequado do método ou em casos de violência sexual. A falha do anticonceptivo, conhecida ou presumida, é observada no rompimento dos preservativos masculinos ou femininos, no deslocamento do diafragma durante a relação sexual, na posição incorreta do DIU, no esquecimento prolongado da ingestão da pílula anticoncepcional ou no atraso na aplicação do injetável mensal ou trimestral. Outra situação relaciona-se ao cálculo incorreto do período de fertilidade ou dos dias necessários de abstinência sexual para quem adota o método da ‘tabelinha’ ou método de Ogino-Knaus, ou à interpretação equivocada da temperatura basal ou do muco cervical.



Última atualização em 04/04/2016
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